Colo
Sabe aqueles dias em que nada está bom? Tudo te irrita e você sente que talvez nem devesse sair da cama?
Não precisa ter acontecido uma tragédia.
É só fadiga.
Aquele cansaço em que você sente que está sempre devendo algo — ao tempo, às pessoas e, muitas vezes, à própria fé.
Nesses dias escuros, eu não quero religião, teologia ou cobrança para ter mais disciplina ou maior espiritualidade.
Minha alma só pede colo.
Eu, só quero colo.
Não tenho vontade de orar.
Fazer isso, de repente, parece bobo.
Mesmo quando insisto para manter o hábito — ou a tradição — penso que falar sozinho pode ser um sintoma de perturbação mental.
Um sentimento de solidão toma conta de mim.
Que brincadeira Deus está fazendo?
Vejo as palavras baterem no teto e caírem no chão.
Uma barreira para eu encontrar a paz é acreditar que preciso estar “em ordem” para falar com Deus. Crio a ilusão de que a oração exige planejamento ou vocabulário específico. Esqueço que Ele me criou.
Esqueço que o “Eu Sou” já está comigo.
Então, a paz verdadeira começa quando percebo que posso chegar vazio.
A fé não é sustentada pelo que eu sinto, mas pelo que Jesus é.
O primeiro passo para o alívio é parar de tentar sentir algo e o segundo é apenas existir diante d’Ele.
Eu posso falar mesmo confuso.
Posso chorar sem explicar o porquê.
Posso, inclusive, ficar em silêncio.
Deus entende o idioma do meu suspiro.
Mas a culpa costuma ser uma sombra persistente.
Aquela sensação de estar sempre “aquém” do que prometemos ou do que Deus esperaria de nós. No entanto, o segredo da esperança é entender que o amor divino não começa na nossa capacidade de acertar.
Ele começa na identidade de quem nos criou.
O acolhimento que Ele me incentiva a aceitar não depende do meu humor instável ou dos meus erros.
Eu posso confiar nesse amor incondicional.
Deus me ama apesar do que eu faço e não por causa do que eu faço.
Não preciso “limpar a casa” para convidá-Lo a entrar; Ele é aquela “visita” que entra justamente para me ajudar com a bagunça.
Eu não entendo a espiritualidade como uma escada íngreme que subo com esforço próprio para alcançar um Deus distante. Imagino exatamente o contrário: como braços que descem para me levantar quando não consigo mais dar um passo sequer.
Arrependimento não é sobre se afundar em autopunição, melancolia e depressão, mas sobre olhar para uma luz que nunca se apagou, por mais que eu tenha insistido em caminhar para dentro do escuro.
É aceitar ser pequeno, incapaz, impotente.
É aceitar ser cuidado.
De “vez em sempre” eu preciso ser lembrado dessas verdades.
Preciso ser consolado por essas promessas.
Me sentir perdoado, abraçado e até resgatado desse dia escuro.
Não quero ouvir sermão.
Quero um sussurro de esperança que me lembre que sou profundamente amado, especialmente nos dias em que nada parece estar bem.
Richard Baxter, teólogo puritano do século XVII, dizia que “um bom livro é um bom médico”. Talvez por isso eu acredite que, lido no tempo certo, um livro pode tratar a alma como um remédio trata o corpo.
Para mim, o livro que se tornou um gesto de carinho,
um consolo em cada parágrafo e um caminho de volta ao colo de Jesus
chama-se Caminho a Cristo.
Em dias escuros, ele me devolve a paz suficiente para continuar.
E isso, por hoje, basta.
Não precisa ter acontecido uma tragédia.
É só fadiga.
Aquele cansaço em que você sente que está sempre devendo algo — ao tempo, às pessoas e, muitas vezes, à própria fé.
Nesses dias escuros, eu não quero religião, teologia ou cobrança para ter mais disciplina ou maior espiritualidade.
Minha alma só pede colo.
Eu, só quero colo.
Não tenho vontade de orar.
Fazer isso, de repente, parece bobo.
Mesmo quando insisto para manter o hábito — ou a tradição — penso que falar sozinho pode ser um sintoma de perturbação mental.
Um sentimento de solidão toma conta de mim.
Que brincadeira Deus está fazendo?
Vejo as palavras baterem no teto e caírem no chão.
Uma barreira para eu encontrar a paz é acreditar que preciso estar “em ordem” para falar com Deus. Crio a ilusão de que a oração exige planejamento ou vocabulário específico. Esqueço que Ele me criou.
Esqueço que o “Eu Sou” já está comigo.
Então, a paz verdadeira começa quando percebo que posso chegar vazio.
A fé não é sustentada pelo que eu sinto, mas pelo que Jesus é.
O primeiro passo para o alívio é parar de tentar sentir algo e o segundo é apenas existir diante d’Ele.
Eu posso falar mesmo confuso.
Posso chorar sem explicar o porquê.
Posso, inclusive, ficar em silêncio.
Deus entende o idioma do meu suspiro.
Mas a culpa costuma ser uma sombra persistente.
Aquela sensação de estar sempre “aquém” do que prometemos ou do que Deus esperaria de nós. No entanto, o segredo da esperança é entender que o amor divino não começa na nossa capacidade de acertar.
Ele começa na identidade de quem nos criou.
O acolhimento que Ele me incentiva a aceitar não depende do meu humor instável ou dos meus erros.
Eu posso confiar nesse amor incondicional.
Deus me ama apesar do que eu faço e não por causa do que eu faço.
Não preciso “limpar a casa” para convidá-Lo a entrar; Ele é aquela “visita” que entra justamente para me ajudar com a bagunça.
Eu não entendo a espiritualidade como uma escada íngreme que subo com esforço próprio para alcançar um Deus distante. Imagino exatamente o contrário: como braços que descem para me levantar quando não consigo mais dar um passo sequer.
Arrependimento não é sobre se afundar em autopunição, melancolia e depressão, mas sobre olhar para uma luz que nunca se apagou, por mais que eu tenha insistido em caminhar para dentro do escuro.
É aceitar ser pequeno, incapaz, impotente.
É aceitar ser cuidado.
De “vez em sempre” eu preciso ser lembrado dessas verdades.
Preciso ser consolado por essas promessas.
Me sentir perdoado, abraçado e até resgatado desse dia escuro.
Não quero ouvir sermão.
Quero um sussurro de esperança que me lembre que sou profundamente amado, especialmente nos dias em que nada parece estar bem.
Richard Baxter, teólogo puritano do século XVII, dizia que “um bom livro é um bom médico”. Talvez por isso eu acredite que, lido no tempo certo, um livro pode tratar a alma como um remédio trata o corpo.
Para mim, o livro que se tornou um gesto de carinho,
um consolo em cada parágrafo e um caminho de volta ao colo de Jesus
chama-se Caminho a Cristo.
Em dias escuros, ele me devolve a paz suficiente para continuar.
E isso, por hoje, basta.


